segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Desempenho Pífio para o IBOVESPA

Os touros no IBOVESPA costumam procurar pela entrada de investimentos em carteira como sinalizador de compra. De fato, em primeira análise, os números corroboram esse modelo.


No período entre 2006 e 2010, foi registrado ingresso liquido de pouco mais de US$ 105 bilhões para investimento em carteira, com valorização de 83% no mesmo período. 


No entanto, pode-se observar o comportamento da cotação de Ouro (gramas BM&F) no mesmo intervalo de tempo e tomá-lo como parâmetro para o Índice IBOVESPA. O metal absorveu valorização de 86% no período, e apresentando menor volatilidade durante a turbulência provocada pela crise de 2008.


Assumindo o Ouro como unidade de numerário ao invés do Dólar, pode-se calcular a entrada de investimentos em carteira medida em Kg de Ouro (cotação BM&F). O Índice IBOVESPA segue o mesmo procedimento para visualizar o rendimento medido em Kg de Ouro dos investimentos externos em carteira.


O gráfico acima mostra que apesar da entrada de investimentos externos em carteira no que equivale a 870 toneladas do metal precioso, o Índice IBOVESPA caiu 1,5% em termos de Ouro como unidade de conta. 
Observe-se que os números acima não incluem o ano de 2011, quando a crise das dívidas americana e da Eurozona e o colapso das esperanças de uma recuperação rápida da atividade econômica ocorreram. Não há mais ilusões sobre o retorno da bonança nos próximos anos. O sistema bancário europeu está insolvente, minado pela descapitalização e pela falência dos países europeus.

Nesse contexto adverso, o Ouro já chegou ao nível de R$ 90,00/grama, e ensaia movimento de acumulação para romper os R$ 100,00/grama. O IBOVESPA luta para ensaiar um Rally de alta visando recuperar o nível de 60.000 pontos, situando-se entre 600 e 670 gramas de Ouro em Dezembro de 2011.

Em momento de desconfiança generalizada (justificada) quanto à atividade econômica e à solvência dos bancos, o Ouro deve ser tomado como unidade de conta e padrão de referência para seleção de investimentos. E segundo essa abordagem, a entrada de recursos externos para investimentos em carteira obteve um desempenho pífio para o rendimento do IBOVESPA, com queda de 1,5% no período 2006-2010.

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