Os touros no IBOVESPA costumam procurar pela entrada de investimentos em carteira como sinalizador de compra. De fato, em primeira análise, os números corroboram esse modelo.
No período entre 2006 e 2010, foi registrado ingresso liquido de pouco mais de US$ 105 bilhões para investimento em carteira, com valorização de 83% no mesmo período.
No entanto, pode-se observar o comportamento da cotação de Ouro (gramas BM&F) no mesmo intervalo de tempo e tomá-lo como parâmetro para o Índice IBOVESPA. O metal absorveu valorização de 86% no período, e apresentando menor volatilidade durante a turbulência provocada pela crise de 2008.
Assumindo o Ouro como unidade de numerário ao invés do Dólar, pode-se calcular a entrada de investimentos em carteira medida em Kg de Ouro (cotação BM&F). O Índice IBOVESPA segue o mesmo procedimento para visualizar o rendimento medido em Kg de Ouro dos investimentos externos em carteira.
O gráfico acima mostra que apesar da entrada de investimentos externos em carteira no que equivale a 870 toneladas do metal precioso, o Índice IBOVESPA caiu 1,5% em termos de Ouro como unidade de conta.
Observe-se que os números acima não incluem o ano de 2011, quando a crise das dívidas americana e da Eurozona e o colapso das esperanças de uma recuperação rápida da atividade econômica ocorreram. Não há mais ilusões sobre o retorno da bonança nos próximos anos. O sistema bancário europeu está insolvente, minado pela descapitalização e pela falência dos países europeus.
Nesse contexto adverso, o Ouro já chegou ao nível de R$ 90,00/grama, e ensaia movimento de acumulação para romper os R$ 100,00/grama. O IBOVESPA luta para ensaiar um Rally de alta visando recuperar o nível de 60.000 pontos, situando-se entre 600 e 670 gramas de Ouro em Dezembro de 2011.
Em momento de desconfiança generalizada (justificada) quanto à atividade econômica e à solvência dos bancos, o Ouro deve ser tomado como unidade de conta e padrão de referência para seleção de investimentos. E segundo essa abordagem, a entrada de recursos externos para investimentos em carteira obteve um desempenho pífio para o rendimento do IBOVESPA, com queda de 1,5% no período 2006-2010.
0 comentários:
Postar um comentário